11 Dicas para pesquisa acadêmica em comunicação digital

 

Muita gente me pergunta sobre como é fazer pesquisa acadêmica na área de comunicação digital, por isso resolvi dar algumas dicas práticas para facilitar a vida de estudantes e pesquisadores dessa área. Nessa exato momento estou imersa na minha tese de doutorado, farei o depósito no início de dezembro e provavelmente defenderei no começo de fevereiro.

 

Diferente de grande parte dos acadêmicos, não consegui parar de atuar no mercado de agência e clientes durante o desenvolvimento da tese. Essa foi a razão que me fez adotar algumas técnicas com enfoque bem prático, já que eu não tive disponível o tempo necessário para significar todas as novas leituras e percepções profissionais que já trazia. Quem me conhece sabe que adoro uma sistematização, acho que facilita a vida e ajuda tangibilizar a teoria. Pensando nisso, criei alguns passos para guiar sua monografia, artigo, dissertação ou tese em comunicação digital.

 

1 – Escolha um orientador humilde e com uma ampla visão de mundo: escolhi a minha orientadora durante o mestrado lá na Espanha logo nas primeiras semanas de aula do primeiro semestre (lá não é preciso escolher durante a inscrição). Tive que dar um retorno rápido à coordenação, então comecei a buscar professores titulares que tivessem uma história de vida desafiadora com muitas publicações conjuntas, mudanças de cidades e experiência em outros países, normalmente são fatores que nos ajudam a perceber a nossa insignificância diante do mundo. Queria alguém que tivesse filho, na minha cabeça esse era um indício de condescendência com o outro, e que cumprisse os horários de atendimento aos alunos, ou seja, que tivesse compromisso. Selecionei 4 professores do departamento mais próximos da amplitude do objeto de pesquisa que tinha em mente, mas quando apliquei os requisitos do meu processo seletivo ficou só uma, Guadalupe Aguado, que vem me acompanhando desde 2009.

 

2 – Alinhamento de expectativas: defina quanto tempo disponibilizará diariamente, semanalmente e mensalmente para a pesquisa. Consulte o cronograma da sua universidade e faça uma conta de padaria da evolução que precisa ter para alcançar o seu objetivo. Alinhe com o seu orientador o método de trabalho dele (Pode enviar por email?, Ele de fato vai ler ou só vai orientar na bibliografia? Ele fará revisão de ABNT ou nem pensar? Quantos alunos mais ele está orientando no momento?), além dos dias e horários que ele estará disponível. Faça as perguntas de forma objetiva e sem melindres, nesse momento já perceberá se está com uma expectativa deslocada da realidade. Se perceber que não vai dar tempo, reveja as suas prioridades.

 

3 – Busque referências sobre o tema: essa dica pode parecer meio óbvia, mas é de grande valor. Você precisa fazer uma grande busca de bibliografia no seu tema de pesquisa por todas as vias possíveis: online, em bibliotecas, nas pessoas e no mundo. Comece indo no Google Acadêmico e pesquise tudo sobre seu objeto de pesquisa e temáticas tangenciais a ele. Logo passe para uma base de dados de indexação bibliográfica (ScienceDirect, Scielo, Dialnet, etc). Em seguida liste as principais referencias online por meio de um mapeamento de blogs e profissionais relevantes. Além disso, é interessante criar um alerta no Google para ser avisado sobre novas publicações no assunto que tem interesse.

 

4 – Classifique a bibliografia: classifique todo o material encontrado por categorias temáticas por proximidade, logo defina a prioridade de leituras em cada uma delas. Durante essa classificação você começará a se aproximar do seu objeto de pesquisa e entender de forma macro o marco teórico o estado da questão. O que é mais relevante? Defina relevância por credibilidade do autor ou da publicação, volume de citações à sua obra (pode ter uma ideia no Google Acadêmico), contribuição da pesquisa à uma evolução do entendimento do assunto.

 

5 – Faça um escopo preliminar: é preciso definir um roteiro para sua pesquisa para guiar o caminho que precisará percorrer, isso evitará que fique dando voltas sem saber o que precisa fazer. Esse escopo pode ser em formato de índice da pesquisa, é um desenho da sua pesquisa e da metodologia que pretende seguir. Em seguida retome a classificação e enquadre as referências dentro de cada capítulo e tópicos que serão abordados.

 

6 – Faça um cronograma geral da sua pesquisa: esse cronograma já levará em conta a metodologia que será aplicada, a dedicação do orientador e do pesquisador, além do escopo inicial da pesquisa. Conte com todas as etapas, desde a produção de cada capítulo, passando a revisão ortográfica e gramatical, revisão da ABNT, elaboração da bibliografia, até chegar a revisão final do orientador, impressão e trâmites burocráticos da universidade. Não deixe para pensar nesses itens em cima da hora, normalmente esses são os estopins do desequilíbrio emocional do acadêmico.

 

7 – Se o seu orientador não orienta, procure um tutor: cada universidade funciona de uma forma, e normalmente a troca de orientador é muito sofrida, já que você entrará para um lista negra eterna do desnaturado (a) e de toda a sua panelinha do departamento. Particularmente não tive que passar por isso, mas já ouvi casos que inclusive fizeram o aluno desistir da pesquisa. Vamos ser práticos, se trata do seu futuro profissional, mais vale ter uma indisposição com alguém do que um resultado negativo que pode ser um fracasso para sua vida. Tente ser o mais sincero desde o início lá no alinhamento de expectativas, mas se mesmo assim o orientador te deixar na mão, seja safo e sugira a ele que a equipe (você e ele) precisam de um tutor. Em geral pode ser bem difícil encontrar porque a faculdade não paga, mas busque alguém que você confie (professor, amigo ou profissional) para aquelas orientações menores, e centralize os pontos mais importantes no orientador.

 

8 – Evite a paranoia da perfeição: entenda que é só uma pesquisa que te ajudará a evoluir como pessoa e profissional, então não fique pensando que será o momento de você mostrar todo o seu potencial, que qualquer erro definirá o seu futuro e que é uma oportunidade única em sua vida. Tudo isso tem um fundo de verdade, mas o fato é que não dá para ser perfeito se você não tiver 100% focado, é impossível conseguir excelência equilibrando mil bolas de uma vez. Considere as mazelas que encontrará pelo caminho e curta a trajetória, evitando o excesso de ansiedade pela grande chegada na defesa e conquista do título. Aproveite ao máximo as descobertas da sua pesquisa, traga leveza para esta atividade, caso contrário será mais um peso que você não conseguirá carregar por muito tempo. Faça o seu melhor dentro das suas circunstâncias, esse é o maior comprometimento que você precisa ter.

 

9 – Não vá na onda dos psicopatas da produtividade: você terá colegas que ficará te passando um overview de quantas páginas já fez, e, seguramente, vai alucinar porque ele tem 100 a mais que você. Há muito tempo a pesquisa acadêmica deixou de ser um amontoado de citações e conexões desconexas, o foco é a qualidade da sua evolução. Eu mesma sou mestre em escrever muito sem dizer nada. Posso entregar 50 páginas de um dia para o outro sobre qualquer tema que você imaginar, mas se elas vão te servir para alguma coisa, aí já são outros quinhentos. Evolua no seu ritmo, dentro do cronograma estipulado e com alegria a cada nova descoberta.

 

10 – Seja prático para lidar com a sua ansiedade: por mais que esteja tudo sob controle você ficará ansioso e um pouco descompensado emocionalmente. É normal, afinal são muitas expectativas e medos. Então já que sabemos que isso acontece nas melhores famílias de pesquisadores, vamos nos preparar para esse momento. Em geral, quando bate o desespero temos um branco na mente, não conseguimos construir frases coerentes, ficamos paralisados diante do nosso estudo. Então a dica é preparar uma lista com todo trabalho mais “mecânico” que terá que fazer (tabelas, cadastro de bibliografia, trâmites burocráticos da universidade, índice, revisão da norma padrão – ABNT no Brasil, etc.). Assim, quando você não tiver em um bom momento, pode passar a fazer essas atividades e evitará a preocupação de passar alguns dias sem fazer nada.

 

11 – Impressione na apresentação da sua pesquisa: então capriche na introdução e conclusões, assim terá um começo que desperte o interesse por sua pesquisa e um final arrematador. Tenha cuidado com a impressão do material, não entregue qualquer coisa, fora do formato requisitado ou encadernado às pressas, isso demonstrará descuido. Você precisa guardar energia para fazer uma apresentação muito atrativa e conquistar a banca. Esse é o momento de você demonstrar segurança no conhecimento adquirido, ninguém da banca entende mais da sua pesquisa do que você. Não ultrapasse o tempo, por isso é importante treinar em casa e evitar slides com muito texto. Normalmente você terá entre 20 e 30 minutos para apresentar o seu estudo da melhor forma possível, não desperdice esse tempo valioso com o medo de não ser bom o suficiente. Após as considerações da banca, responda cada ponto com firmeza, e, não esqueça de levar um exemplar impresso para apontar exatamente em qual parte se encontra algo sobre cada questionamento.

 

O mais importante de tudo é ter paixão por ser tema de pesquisa, isso te fará encarar as adversidades do percurso com leveza. Espero que essas dicas singelas te ajude na sua trajetória na pesquisa acadêmica. Tenha ânimo e siga em frente!

Canvas do planejamento de comunicação

No último sábado (31/10) a ABRADI/GO realizou o DigitalOutbox 2015, que pelo terceiro ano consecutivo trouxe a Goiânia o maior evento de digital do estado. Cerca de 200 pessoas se reuniram para aprender mais desse mercado tão dinâmico em crescente ascensão, e, para minha alegria, eu estava entre as convidadas para palestrar. Com o título planejamento de comunicação: criatividade x resultados, minha apresentação trouxe aos participantes uma nova perspectiva, demonstrando por meio de uma ferramenta visual baseada no design thinking, os 9 elementos de um planejamento.

Comecei minha fala com 5 premissas para um planner:

  1. Não existe planejamento digital e offline
  2. Não se trata de tecnologia, e sim de comportamento humano
  3. Não existe um novo marketing, mas sim uma mudança de foco do produto/serviço para o usuário
  4. Ferramentas servem apenas para facilitar a execução de uma ideia
  5. A convergência se produz no cérebro das pessoas

A partir daí iniciei a exposição de um método que elaborei baseado no Canvas Business Model criado pelo Alex Osterwalder. Seguramente sou uma das grandes admiradoras da facilidade que o canvas agrega à co-criação ao aproveitar a diversidade da equipe e diminuir os ruídos no processo. De tanto perceber em minhas aulas e palestras por aí a dificuldade em entender o escopo base de um planejamento e as mil variações que podem ter de acordo com o autor, resolver fazer algo mais simples, mas sem reduzir a importância de nenhum aspecto essencial.

“Tudo deveria se tornar o mais simples possível, mas não simplificado.” (Albert Einstein)

São 9 elementos que traz uma visão contemporânea do planejamento:

  1. Proposta de valor
  2. Problema
  3. Posicionamento
  4. Público
  5. Canais
  6. Conteúdos
  7. Ações de engajamento
  8. Relacionamento
  9. KPI’s

A palestra foi focada em explicar a relevância de cada um desses tópicos e em demonstrar a aplicabilidade da metodologia do Canvas de Planejamento de Comunicação para agências e clientes de qualquer porte, onde o foco central sempre serão as “pessoas humanas” com histórias, experiências e sentimentos.

Esse canvas do planejamento de comunicação facilitará o brainstorm e a co-criação com a perspectiva de todas as áreas envolvidas no job. Além disso, vale lembrar que ele não é o produto final do planejamento. A partir dele o planner (ou responsável pelo planejamento) deverá elaborar o documento que será entregue e/ou apresentado para o cliente.

Confira a apresentação completa:

estudopublicidade

A presença dos negros nas agências de publicidade

“Sou sertanejo. Não sei se por isso, mas sou meio cético, examino muito bem todas as ideias que me apresentam” Ariano Suassuna

Outro dia estava vendo uma aula do Ariano Suassuna, e ele disse essa frase. Me identifiquei muito, não só por ser do Sertão baiano, mas por ter que me aproximar mais de alguns temas para ter uma maior empatia. E não seria diferente com a inclusão racial.

Já estive no time que pensava que a vida era difícil para pobres negros e brancos da mesma forma. Que ao invés de ficarem ‘se fazendo de vítima’, os negros deveriam ir lá e mostrar o seu potencial. Assim é a meritocracia, mas de tanto acompanhar debates sobre uma discriminação velada em toda a sociedade que reflete no mercado de trabalho, comecei a ter a curiosidade de analisar como seria na prática. Meu desconhecimento sobre a inclusão racial era mais uma questão que ainda não tinha sido plenamente elaborada, estava em aberto e precisa de um maior aprofundamento para conseguir me posicionar melhor.

Com esse interesse prévio, a publicação realizada pela agência Africa, que trouxe uma intensa discussão sobre a presença de negros na publicidade, foi muito construtiva. No começo pensei que fosse mimimi, que ninguém pode fazer nada mais na internet que vem os black blocs na timeline, mas fui vendo que não era bem assim. De fato a industria publicitária tem sido cruel com as minorias.

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Por mais que eu odeie reivindicações que não agreguem uma ação com potencial de transformação, toda essa visibilidade do post no Facebook da agência foi super útil por despertar a vontade de entrar nos sites de várias agências e verificar se tinham negros na equipe. Em uma observação rápida, vi que era praticamente nula. Logo pensei em fazer um estudo e identificar o percentual de negros nas 50 maiores agências de publicidade do Brasil, segundo o ranking do IBOPE. Convidei o André Brazoli, que já trabalhou comigo na Moringa como analista de monitoramento e métricas, e a Teresa Rocha que também tive a oportunidade de conhecer como gerente de projetos na PaperCliQ. Ambos são negros, super engajados na causa e atuantes no mercado publicitário.

Pois bem, analisamos e descobrimos que de 404 executivos da alta direção das agências analisadas, apenas 3 são negros, um percentual ínfimo de 0,74%. Fomos além, fizemos uma busca aleatória no Linkedin de 893 profissionais que declaravam em seus perfis que fazem parte de alguma das 10 primeiras agências. Para nossa surpresa, apenas 3,5% são negros. Veja o estudo completo:


Valorize a diversidade em sua agência

Realmente a diversidade no mercado publicitário é um problema, estamos em uma área elitista, e, por mais incrível que pareça, conservadora. Mas, pensamos que não necessariamente seja por racismo, pode ser pela dificuldade de acesso dos negros à qualificação – por demandar muito investimento (tempo e dinheiro) na formação. Para tentar ajudar na inclusão dos negros nas agências de publicidade, fizemos um formulário onde os profissionais podem realizar um cadastro simples com nome, área de atuação, especialidades e link do currículo. Clique aqui.

Prometo manter uma lista atualizada aqui no blog com esses nomes :)

Agências tradicionais x agências digitais: uma batalha controversa no #SMWSP

Foi na tarde de ontem e com a sala lotada que tive o prazer de participar do Social Media Week de Sampa. A experiência de participar de um evento global que acontece em cinco continentes foi maravilhosa. O tema é ainda mais apaixonante: mercado de agências criativas. Sim, sejam essas agências full service, tradicionais, digitais ou especializadas, elas precisam utilizar, acima de tudo, a criatividade em prol da entrega de resultado real para o negócio do cliente.

Todo mundo está cansado de saber que é preciso integrar o on/off e que o que foco precisa ser a experiência do cliente dos nossos clientes, e não na plataforma. Mas, será que é tão fácil assim conseguir esse resultado? Tudo bem que somos uma área nova, somos praticamente pré-adolescentes e como todo mundo que passa por essa fase, estamos um pouco confusos, querendo provar nosso valor e demonstrar a nossa independência. Porém, tem muita gente por aí metendo os pés pelas mãos, e ao invés de advogar a favor do fortalecimento do digital por meio de ações de sucesso, estão ampliando a desconfiança que há entorno da eficiência dos resultados que podemos alcançar. Claro que não é de propósito, mas todos nós enquanto PROFISSIONAIS da comunicação digital, precisamos contribuir com a proposta de valor das nossas agências, ou seja, precisamos trabalhar para entregar resultados reais para o negócio das marcas que confiaram a NÓS o seu posicionamento online.

Muito lindo tudo isso, o que podemos fazer para nos adaptar a esse cenário? A primeira coisa é ter humildade para entender todas as transformações que nosso ecossistema sofreu.

O cliente saiu do modelo product center para customer center alguns já estão passando ao experience center, e ainda é incentivado a comprar a mídia diretamente, o que muda a lógica da concepção de rentabilidade para o negócio.

A mídia passou a ser uma grande distribuidora de conteúdo, não produz mais ‘quase’ nada, a segmentação evoluiu de demográfica para comportamental (indo para o behavioral target) e as novas ferramentas de mensuração de resultados, como por exemplo os adserver, fazendo com que os anunciantes estejam mais munidos de informação para questionar e exigir resultados.

O consumidor foi transformado, essa é a mudança mais debatida pelo nosso mercado, há um empoderamento que o faz ecoar a voz internet afora com suas recomendações, o que impactou diretamente o processo de decisão de compra. Além disso, há uma fragmentação da atenção fortalecida pelo fenômeno da segunda tela e das possibilidade infinitas do real time.

E as agências, onde ficam em meio a todas essas mudanças? Praticamente elas perderam o principal centro de rentabilidade comissionamento por agenciamento (o popular BV), tiveram que agregar profissionais de diversas áreas: diversos especialidades da comunicação, programadores, estatísticos, arquitetos da informação, analista de sistema, pesquisa de mercado, engenheiros de softwares. Ainda conseguiu incorporar processos da tecnologia, como, por exemplo, a metodologia PMP, a utilização de softwares para gerenciamento dos projetos. Tudo isso resulta em uma necessidade cada vez mais emergente: é preciso reinventar o modelo de negócio dessas agências.

Nesse sentido, a pesquisa preliminar da minha tese já trouxe alguns resultados interessantes que podem ser ampliados a medida que mais gente participar e responder o questionário. Me ajudem a divulgar, com certeza todos ganharemos com as análises que farei em um relatório público, previsto para ser publicado em março de 2016. Responda a pesquisa e me ajude a desbravar o desconhecido: https://modeloagenciadigital.typeform.com/to/ubJDUG

Palestra Social Media Week

Encorajada pela infinidade de profissionais pregando mazelas que existe no mercado digital, resolvi submeter uma sugestão de palestra para o próximo Social Media Week que acontecerá em São Paulo entre 14 e 18 de setembro de 2015. A ideia é falar sobre a desavença eterna que existe entre as agências tradicionais e digitais para saber quem de fato é “mais merecedor” do cliente, do case, da conta e da verba. Deixo aqui um resumo mais completo para que os interessados possam entender melhor a proposta, e, caso gostem, votem em mim: http://call4paperz.com/events/social-media-week-sao-paulo-2015/proposals/1681  (pior que tá não fica…piada infame, não resisti).

Agências tradicionais x digitais: uma batalha controversa – follow the money

Uma disputa começa sempre que surge uma nova demanda no mercado, afinal existe realmente a necessidade de novos players, neste caso as agências digitais, para barganhar esses clientes ou é só criar uma nova área nas agências tradicionais para oferecer uma comunicação mais “integrada”? A proposta da palestra é confrontar o modelo de negócio dessas agências para entender, sobretudo, a proposta de valor que elas oferecem às marcas ávidas por impactar usuários e, por outro lado, identificar o modelo de rentabilidade que elas utilizam. A base da apresentação será a pesquisa do doutorado da palestrante, onde investiga-se se as agências digitais brasileiras possuem um modelo de negócio estruturado e quais são os componentes principais que determinam o sucesso neste segmento. Follow the money, é aí que mora a contraversão dessa batalha. 

Se você não me conhece e deseja saber mais sobre esse ser: https://daniladourado.com.br/sobre-mim/

Gestão operacional de agências digitais

Existem várias ferramentas de gestão de agências, desde aquelas que se dedicam a toda a gestão operacional, passado pelos processos internos, até as que focam apenas nas demandas e entregas dos jobs. Nossa equipe tem algumas particularidades, por isso estudamos bastante as várias opções que o mercado oferece.

Tínhamos o problema bem definido: como conseguir adesão da Geração Y, ter um controle da produtividade, dashboard com relatórios em tempo real e ainda monitorar o custo financeiro por projeto? Assim, começamos uma busca intensa. Usamos por um bom tempo o Basecamp; inicialmente, o programa atendeu as nossas necessidades plenamente, mas chegamos à conclusão de que precisávamos ir além. Voltamos a sondar ferramentas nacionais e internacionais, até que chegamos a uma tal de Runrun.it, conhece? Pois é, achei esse nome meio estranho, mas tinha familiaridade com a marca, já que vez ou outra ela marcava presença no meu feed do Facebook.

De cara, já gostamos muito do atendimento, pois demonstrava muito domínio da plataforma e interesse em ter a nossa Moringa como cliente. Demonstrações vão, testes vêm, e batemos o martelo: essa era a melhor opção para nossa realidade. Entretanto, quem entende de gestão operacional sabe muito bem que uma ferramenta é só um recurso, não a gestão em si, não é mesmo?

Por isso, retomamos a tarefa de definição de processos, de fluxos de trabalho e de estruturação das regras que usaríamos internamente para o Runrun.it. Como sou fissurada por canvas, resolvi fazer um para nos ajudar nessa definição.

Deixo aqui o modelo, usem à vontade e lembrem-se de que é possível comprar um software para auxiliar a gestão da agência; no entanto, ele, sozinho, sem um objetivo estratégico por trás, não levará a sua empresa a lugar nenhum.

Regras Runrun.it-2

Pesquisa agências digitais

É com alegria que lanço hoje, a pesquisa “Modelos de negócio das agências digitais criativas”. Como já tinha comentado aqui, estou realizando essa investigação para a minha tese de doutorado.

Os dados serão coletados por meio de um questionário baseado na metodologia Business Model Generation, que possui 9 blocos de construção visualizados em um canvas.  O foco da pesquisa são as agências que oferecem serviços digitais, sejam elas puramente digitais ou não.

O objetivo é estruturar um modelo que possa ser utilizado para aplicar melhorias em agências que já estão no mercado, ou ainda pode ser utilizado como guia para a chegada de novos players. O público-alvo das respostas do questionário são presidentes, CEOs e diretores de agências; um perfil bem específico, já que preciso de algumas informações estratégicas que só a alta gestão tem acesso.

Preciso muito da ajuda de vocês para divulgar esse estudo e conseguir o máximo de respostas possíveis. Em troca elaborarei um relatório com as principais conclusões da pesquisa.

Deixo aqui uma apresentação da pesquisa para que vocês possam entender todo o contexto.