Existe um modelo de negócio viável para as redes sociais?

Para responder essa pergunta, vou partir de um estudo que elaborei recentemente com a Marta Fernandéz intitulado: “Mirada Hacia el Futuro: Planificación estratégica en el negocio de las redes sociales”, analisamos estratégias que estão sendo aplicadas nos Estados Unidos, Europa e Ásia e concluímos que existem alguns modelos de negócios que estão funcionando:

1 – Freemium, consiste em oferecer uma App grátis e cobrar por algumas funções especiais. Segundo um estudo de Juniper Research, esse modelo representará ingressos de 14 bilhões de dólares para a indústria de dispositivos móveis em 2014. Um bom exemplo é a App Store da apple, que vende aplicativos para o IPhone, alguns deles são oferecidos gratuitamente, mas depois de instalados os usuários tem a opção de baixar partes avançadas do aplicativo. Com esse tipo de recurso em um ano a Apple Store conseguiu mais de 1,5 bilhão de downloads.

2 – Social Shopping que consiste na compra e venda de produtos através das redes sociais, seria o e-commerce dentro das mídias sociais. Esse modelo está tendo êxito na Ásia, estima-se que os asiáticos gastaram 5 bilhões de dólares no ano de 2009 em compras mediante redes sociais como Qzone, Cyworld na Coréia do Sul e na rede de telefonia celular Gree do Japão, segundo Plus Eight Star. Esse modelo pode ser muito efetivo quando analisamos a realidade sobre recomendação nas mídias sociais, 78% dos consumidores confiam mais na recomendação de uma amigo ou familiar do que em qualquer outra fonte de informação, segundo estudo feito por Nilsen.

3 – Não é um modelo, mais é uma via para agregar valor e o negócio ficar mais atrativo para anunciantes e investidores, seria investir no Behavioral Targeting, que é uma técnica de segmentação baseada no comportamento de navegação dos usuários. Através da aplicação dessa técnica se pode conhecer que conteúdos o usuário lê, quanto tempo passa neles, com que freqüência consultam, as palavras chaves que buscam, etc. Fornecendo dados suficientes para que possamos reagir frente a esses perfis, com envio de mensagens publicitárias adequada, uma oferta eletrônica para estimular o social shopping, e inclusive mostrar conteúdos diferentes de acordo com o perfil do usuário. O Facebook utiliza essa técnica para envio de mensagens publicitárias de acordo ao perfil do usuários.

4 – Investir em redes sociais verticais, que tratam de temas específicos, arrematando consumidores que tem predisposição real em determinados assuntos. Os usuários estão conectados por um interesse em comum, criando assim um ambiente extremamente receptivo a mensagens sobre o tema central da discussão. Proporcionando, dessa maneira, uma maior eficácia na comunicação e garantindo um maior retorno publicitário aos anunciantes.

5 – Geolocalização que agrega publicidade ao conteúdo das busca através de GPS`s, enviando informações sobre produtos e serviços que estão disponíveis na região que o usuário está buscando. Para essa ação ser efetiva é necessário o conhecimento prévio dos perfis de usuários detalhadamente, seria por exemplo saber que produtos e serviços costumam consumir, os lugares que eles vão habitualmente, a região da cidade que eles vivem, etc.

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7 Comments

  1. Eu particularmente, acho o conceito sites/redes verticais muito interessante, já que ele é uma forma de segmentação por interesses, agregando pessoas que estão interessadas naquele assunto e de certa forma, com produtos relacionados. Tornando o site atraente para marcas se relacionarem com esse público específico.

    Por exemplo, hoje mesmo (30/04), quem acessar o site do Omelete (site que fala de entretenimento, filmes, quadrinhos, games, etc) vai ver uma intervenção para o lançamento do filme Homem de Ferro 2. Claro que se a ação fosse realizada em um grande portal (tipo globo.com) um número muito maior de pessoas seriam impactadas, mas acredito que indo para um site vertical, aumenta exponencialmente o ROI da ação.

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    1. Muito obrigada pelo comentário Bruno. Estou completamente de acordo, seguramente açoes focadas em públicos mais “individualizados” aumentam o ROI da campanha. Seu exemplo é muito relevante.

      Beijoss

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  2. Muito boa a abordagem e o principal é a fonte pois são casos que funcionam em outros lugares que devemos estar aperfeiçoado aqui. Em minha empresa conteúdo digital já temos metodologia para campanhas de publicidade On-line.

    A qual foi baseada em modelos de negócios que funcionaram em outros países e em outros estados do brasil.

    E por isso este artigo está ótimo. Mas fontes que comprovam q estamos no caminho certo nessa área que está aprendendo a andar ainda.

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    1. Obrigada Yamani (bonito nome),

      Dei uma olhada no site da sua empresa e me pareceu bem legal. Uma boa arquitetura da informaçao, com um design bonito e básico, sem muitos ornamentos desnecessários, parabéns!! O site do chef também está um encanto.

      Sucesso para vocês aí em Recife.

      Beijo grande.

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  3. Oi Danila,

    Em primeiro lugar ótimo trabalho aqui no blog, desde o layout e principalmente pelo conteúdo.

    Sobre o post acho interessante ressaltar alguns pontos, como por exemplo sobre o “modelo Freemium” há alguns que não concordariam que é exatamente um modelo de negócios e sim uma estratégia de experimentação (que tem como objetivo levar os usuários para o Premium).

    Há incluse um ebook entitulado The Reality of Freemium in SaaS de Lincoln Murphy que fala exatamente sobre os riscos e perigos de tal estratégia, o material é muito interessante pois vem de uma empresa de Venture Capital (que tornou viável várias startups que conhecemos hoje).

    Link:
    http://www.lincolnmurphy.com/2010/01/new-paper-reality-of-freemium-in-saas.html

    O que quero dizer é que é muito importante estudar como a startup irá gerar receita, a crise que ocorreu com o Ning (que anunciou que deixaria de ter versão Free) inclusive me reforçou tal idéia que a estratégia Freemium deve ser pensada com muito cuidado.

    Outro modelo de negócios interessante não citado é o de micro-pagamentos e também o de compra de créditos, que acaba sendo mais viável do que o Freemium de acordo com a aplicação.

    Responder

    1. Muito obrigada pelo seu comentário, muito valioso. Essa foram algumas idéias iniciais de um estudo exploratório, mas que precisam ser reformuladas agora que a pesquisa já está mais avançada. Vou dá uma olhada no ebook e depois te falo o que achei.

      Beijoss

      Responder

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