Monitoramento X Pesquisa por amostragem probabilística

Resolvi postar esse assunto, depois de uma dúvida levantada por meu amigo Héber Sales após a leitura do post anterior sobre “Contribuições da internet para a gestão da reputação corporativa”.

O monitoramento das conversações geradas na internet, ao meu ver, não substitui práticas de amostragem probabilística. A internet é só um veículo mais, e como tal não engloba todos os públicos que uma marca alcança.

Monitorar a marca na web 2.0 é indispensável para saber a reação da audiência frente a uma mensagem em tempo real, mas não pode ser a única forma de medir os resultados de uma campanha ou a reputação de uma empresa. Deve sempre ser somada a outras metodologias como focus group, aplicação de questionários, aumento nas vendas, análises de site-centric, etc.

O maior risco de só utilizar o monitoramento é que reduz o universo de amostragem a estudos de casos específicos podendo levar ao erro de tomar decisões baseadas apenas nesses casos particulares que podem não ser tão relevantes diante da realidade global. Ou seja, existe um risco de confundir o particular com o todo.

Somente uma análise agrupada y com uma amostra representativamente relevante pode dar lugar a idéias atrativas para orientar a tomada de decisões.

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One Comment

  1. Muito bom, Danila. Além de alguns segmentos não estarem bem representados em muitas redes, podemos ter problemas com menções tendenciosas, partidarizantes, ou insuficientes.

    Vamos pensar no nosso caso, que somos heavy users. Que tipo de marcas costumamos mencionar no Twitter, por exemplo? Eu menciono demais marcas que uso no mundo digital além de personalidades e livros que admiro, e menciono de menos as marcas que uso no mundo físico cotidiano (produtos de limpeza e higiene, alimentos industrializados, roupas, etc.).

    Talvez o mesmo aconteça com muita gente no nosso segmento, o que indica que estaríamos sub-representados em um estudo de marcas do tipo, baseado em monitoramento de redes sociais. E estaríamos super-representados no caso daquelas marcas mais digitais (o consumidor brasileiro médio não é tão techie quanto nós, profissionais de marketing on-line).

    Como discutimos outro dia, para mim, o monitoramento é, na maioria dos casos, um recurso de relações públicas e um instrumento de feedback para certas ações de comunicação on-line.

    Se você encontrar mais material sobre esse tema, compartilhe comigo. Tenho muito interesse nessa discussão, que, aliás, precisamos compartilhar com nossos amigos da Campi. Será muito instrutivo para todos. Que tal?

    Abs.
    Héber Sales

    Responder

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