Sustentabilidade 2.0

É no ambiente acessível e democrático da internet que atualmente as empresas e indivíduos estão cada vez mais conectados, e encontram a perfeita ocasião de se unir em prol de alguns desafios que enfrentamos com a sustentabilidade do planeta.  Ao mesmo tempo, no “mundo real”, cresce o número de organizações de cidadãos, que frente a ineficiência dos governos, buscam uma solução para necessidades urgentes como: pobreza, proteção do meio ambiente, defesa dos direitos humanos e da democracia.

Parece que estamos enfrentando um tipping point – momento em que algo único e incomum se transforma em habitual, segundo definição de Malcolm Gladwell. A humanidade converge para um novo paradigma, é a chegada do desenvolvimento sustentável, que nos impulsiona a tentar viver dentro das “nossas” possibilidades.

Essa tendência emergente reflete no comportamento dos consumidores, que estão utilizando como diferencial na decisão de compra, produtos que respeitam o meio ambiente, que são fabricados por empresas que possuem um programa de responsabilidade social e que estimulam o consumo consciente. Ou seja, a criação de valor está sendo determinada pelos intangíveis.

Segundo previsões de Forks, “a sustentabilidade é uma nova forma de valor que a sociedade exigirá e que as empresas de sucesso oferecerão através de mercados transformados”. Nesse sentido, a Web 2.0 exerce o papel de um excelente canal estratégico de mobilização e comunicação para essas empresas que pretendem por em pratica o conceito de responsabilidade social.

Ao mencionar o termo sustentabilidade 2.0, me refiro a criação de valor dentro da Web 2.0, que utiliza plataformas sociais como cenário de atuação.  Por isso, vou utilizar exemplos:

WalMart: No dia 27/3 todas as lojas do Walmart do país participaram da Hora do Planeta apagando parte da iluminação de sua área de vendas. A “Hora do Planeta” é um ato simbólico, promovido pela WWF.  Não só participou, como também convidou seus clientes a demonstrar a sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas, apagando as suas luzes durante 60 minutos.

Avaaz: A atual campanha visa acabar com a corrupção, conta com uma petição online, que qualquer pessoa pode “assinar”.  Eles fazem um apelo direto aos parlamentares para que aprovem o “Projeto de Lei Ficha Limpa”.

Natura: Empresa de cosméticos que explora a responsabilidade social como ponto forte na sua comunicação. Desde os extratos naturais da Amazônia, com os quais fabricam seus produtos, até as embalagens em papel reciclado. No vídeo abaixo, vemos claramente o apelo ambiental que a empresa utiliza.

A gestão de um programa de comunicação baseado no desenvolvimento sustentável, é um processo que deve ser visto sempre como algo evolutivo e continuado, e não somente como um projeto com inicio, meio e fim. Caso não seja conduzido dessa forma, a tendência é se tornar um modismo dentro da empresa e logo ser abandonado.

Mais que uma simples estratégia empresarial, é uma questão que requer mudança de valores dentro da própria corporação.  A vantagem é que se os gestores persistirem nessa forma de atuação, seguramente desfrutarão, a largo prazo, de retornos consistentes.

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