Long Tail: A economia digital emergente

Em tempos não muito remotos a economia era baseada no êxito, apenas os produtos que eram líderes de vendas estavam disponíveis no mercado. Nesse contexto a minoria não tinha poder de barganha. No cenário atual percebemos uma tendência à “valorização de nichos de mercados que consomem em menor quantidade, mas que não deixam de consumir, e a medida que as empresas oferecem mais artigos, descobrem que há uma demanda real que responde a essa oferta” (Anderson:35-39).

 

Percursor da teoria long Tail, Chris Anderson, editor da revista Wired, afirma que antes o valor antes estava baseado na escassez, agora com a distribuição e a venda digital, emerge a economia da abundancia. Ou seja, estamos vivendo uma mudança nos valores econômicos.

 

A escassez requeria produtos de grande popularidade, segundo Anderson esta era a solução encontrada para sanar o problema de espaços para armazenamento físico dos produtos. Com a desaparição dos obstáculos que estavam entra a oferta e a demanda, tudo chega  a ser acessível para todos, esse seria o ponto chave da economia da abundancia.

 

Em palavras de Aced, Sanagustín e Llodra (2009:17) a teoria long tail expõe que a cultura e a economia se afastam dos mercados e produtos que encabeçam a curva da demanda (os mais populares) e se expandem na parte mais larga da curva (os produtos minoritários). Isso ocorre quando se oferece uma infinidade de opções aos consumidores, é o manifesto da verdadeira demanda.

Grandes corporações como Google e Facebook aproveitam da Long Tail. No caso de Google a maior parte dos ingressos não vem de grandes anunciantes, e sim de pequenas empresas que anunciam no Google Adwords, o que evidenciaria a cauda longa da publicidade. O mesmo acontece com Facebook, por ser uma rede social generalista y que o valor está baseado na quantidade de usuários registrado, oferece uma infinidade de recursos a seus membros. Com isso, tem a oportunidade de usar o sistema Premium de faturamento, cobrando por oferecer as App`s com características melhoradas, ganhando pela quantidade de usuários que usufruem desse serviço.

 

Ao superar as limitações de escala e geográficas, estás companhias não só expandem o mercado existente, senão que também descobrem novos mercados. Nesse sentido, a cauda longa evidencia uma característica importante da nova economia digital, o valor passa da escassez à abundancia, o mercado minoritário passa a ter valor.

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3 Comments

  1. Ótimo post Danila. Há muito tempo atrás, um colega de sala tinha me falado que, em sua visão, a empresa que buscasse ser especilaista em vender para “pequenos” ganharia muito com isso. Acho que ele era um visionário.
    Acho que foi isso que o Google pensou quando inventou o Adwords. Dar uma opção inexistente de publicidade para os pequenos, que os colocassem de igual para igual na batalha contra os gigantes. E o resultado todos sabemos.
    Acho que a web tem uma grande responsabilidade nessa “mudança”. Produtos e marcas antes “microscópicas”, conseguriam alcançar o público-alvo através de uma forma de publicidade muito mais barata e eficiente.

    Responder

      1. Sempre estou na área Danila. Aqui ou pelo Twitter. Te convindo a uma visitinha no meu blog também. Abraço

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