O negócio do Facebook é você

 

Para qualquer empreendedor é imprescindível realizar o benchmark do seu setor de atuação, esse diagnóstico lhe dará subsídios para uma caminhada mais assertiva no mercado. Acreditando nessa máxima, inicio uma reflexão sobre a jóia da coroa do universo digital, o Facebook. Uma mídia social generalista que está chamando atenção não só por possuir mais de 500 milhões de usuários[1], mas por aplicar a estratégia da inovação, estabelecendo um forte diferencial competitivo ao seu negócio.

Pensado nisso resolvi abordar o tema da minha dissertação: o modelo de negócio do Facebook. Uma pesquisa exploratória partindo de um caso de estudo, que analisa um caso particular e a partir dele é possível aferir implicações no todo. Ou seja, os demais sites de redes sociais podem se enquadrar no modelo sugerido.

Para facilitar o entendimento, é necessário ressaltar o conceito de modelo de negócio que considero ao realizar a análise. Por isso, referencio a Ethiraj, Guler & Singh (2000:19) que conceitua um modelo de negócio como:

Uma configuração única de elementos que abrange as metas, estratégias, processos, tecnologias e estrutura da organização, concebidos para criar valor para os clientes, e, portanto, competir exitosamente em um mercado particular”.

Essa definição engloba todos os processos envolvidos no negócio, considerando a soma dos recursos utilizados para agregar valor a uma organização, sejam eles para rentabilizar ou para gerar um diferencial intangível. Na verdade acaba sendo um pré-requisito, já que é pouco provável que uma marca consiga aplicar o modelo de rentabilidade sem antes criar uma vantagem competitiva.

Após realizar uma vasta análise dos recursos oferecidos pelo Facebook, cheguei à conclusão (não definitiva) que o grande negócio dessa plataforma é você. Em outras palavras, são as informações que você oferece ao curtir um conteúdo, comentar no mural de um amigo, subir uma foto, clicar em uma mensagem; enfim, você é a galinha dos ovos de ouro do Marck Zuckerberg. Sim, mas como isso acontece?

O seu comportamento de navegação é o que potencializa o ROI da plataforma, já que todas as estratégias desenvolvidas necessitam dessa informação prévia para ser melhor enfocadas e gerar um maior retorno do investimento. Nesse sentindo, o substrato para que o modelo de negócio funcione provem do tráfico realizado pelos usuários. Sendo assim, quanto maior é o tempo e atividades executadas durante a navegação, incrementa-se proporcionalmente a rentabilidade do Facebook.

Aplicando essa consideração ao modelo de negócio da plataforma, o qual foi dividido em duas categorias maiores (modelo de rentabilidade e modelo de criação de valor intangível), proponho uma estrutura que sustenta o modelo de negócio desenvolvido pelo FacebooK:

 

Ao observar o infográfico acima é possível identificar que as informações adquiridas pela plataforma possibilitam a aplicação do Behaviorial Targeting, uma segmentação dos usuários a partir do seu comportamento de navegação. Essa técnica possibilita oferecer conteúdos à medida, que respondam as expectativas do público. Desse modo, consegue-se aumentar o contato dos usuários com a marca otimizando a conversão dos objetivos estabelecidos.

 

O mais interessante é que os recursos desenvolvidos pela plataforma, na busca por rentabilidade, acabam sendo utilizados como suporte para o desenvolvimento de negócios que beneficiam as próprias marcas divulgadas. Por isso, em uma análise perspectiva do Facebook, diria que ele está caminhando rumo a uma consolidação como uma poderosa plataforma de negócio, deixando de ser vista apenas como uma mídia social que gera comunicação direta com o público.


[1] Estatística oficial do Facebook, disponível em http://www.facebook.com/press/info.php?statistics

SAIBA MAIS:

Dourado, D. 2010, Modelos de negócio nas mídias sociais: todos os holofotes são para os usuários. In: #MídiasSociais: Perspectivas, tendências e reflexões. Salvador, pp. 118-127.

Fernandéz, Ó.R., Pablo, S.B. & Egea, R.T. 2010, Facebook: Aplicaciones profesionales y de empresa. Ediciones Anaya Multimedia, Madrid.

Sánchez, J.I.L. & Sandulli, F.D. 2007, “Evolución de los modelos de negociosen internet: situación actual en España de la economía digital”, Economía industrial, vol.364, pp. 213-229.

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