Advertainment: Um híbrido do entretenimento e da publicidade

Há um bom tempo estamos presenciando a criação de bloqueios por parte dos receptores quando o assunto é a exposição publicitária. Talvez o excesso de impactos tenha estimulado o desenvolvido dessa barreira, e fez com que o consumidor saturado veja a publicidade como algo imposto, e por tabela, também como um sacrifício. No entanto, é inviável liquidar os anúncios, já que eles são os maiores financiadores da indústria comunicativa.

A audiência fragmentada e consumidores saturados já são velhos conhecidos dos executivos de comunicação, e seguramente são os grande vilões do mercado publicitário. Como resposta a todas essas inquietações nasceu a prática do advertainment, que nada mais é do que a integração da publicidade com entretenimento, tendo como principal objetivo a representação dos valores intangíveis da marca.

Canal da Coca-cola no Youtube com promoção da Copa do Mundo

O advertainment supõe uma resposta do âmbito do entertainment marketing a determinados problemas da comunicação publicitária atual. Como manifesta Bob Isherwood, diretor criativo mundial da Saatchi & Saatchi: “A nova filosofia da publicidade é que ela seja invisível. Devemos entreter os consumidores se não queremos perder-lhes”.

App da Adidas no Facebook

Até pouco tempo era uma prática utilizada apenas em filmes, seriados e outros formatos de ficção, mas também existem outras vias para oferecer aos consumidores informação da marca mesclada com conteúdo relevante, criando uma experiência benéfica culminando no estreitamento do relacionamento entre marca e consumidor. Uma derivação do advertainment a que os anunciantes e empresas vem recorrendo bastante é o advergaming na sua versão 2.0, como alguns autores definem.

O advergaming é uma integração das mensagens publicitárias e os jogos online. Em um sentido mais amplo poderíamos dizer que se trata de uma ferramenta de marketing e comunicação que serve para promover um produto através de um jogo interativo que permite uma exposição contínua do usuário àquilo que se publica. Ou seja, um novo horizonte a ser desbravado pelas marcas.

Nada mais lógico do que agregar essa oportunidade de atrair uma nova demanda e fidelizar a já existente, ao grande crescimento quantitativo das redes sociais, principalmente de Facebook, que sai na frente quando o assunto é lançar no mercado novos formatos publicitários.

Bola Social Soccer patrocinado pela Coca-cola e Fox

As redes sociais oferecem aos anunciantes a possibilidade de criar uma aplicação personalizada de acordo aos seus objetivos corporativos, o que representa uma forma de publicidade não intrusiva e efetiva, já que jogando é mais fácil assimilar a mensagem. O usuário está aprendendo, se informando e conhecendo algo novo, enquanto se diverte.

Grandes companhias já visualizaram essa oportunidade como Coca-cola, Nike, Samsung e Pão de açúcar, lançando Apps corporativos com o intuito de proporcionar aos usuários uma experiência com sua marca. Esses aplicativos (apps) funcionam como pequenos programas que podem ser executados dentro das próprias plataformas sociais. A possibilidade se expande quando pensamos em dispositivos móveis, e na adesão exponencial a elas.

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