Sonhar e Viver, um projeto social diferente

Sempre admirei muito pessoas com espírito nobre que dedicam parte da sua vida a ajudar os outros. Essa é realmente uma atitude admirável, valorizaremos ainda mais se pensarmos que hoje tempo é dinheiro e esse é também chamado por alguns como “movedor do mundo”. Não reconheço toda essa magnitude no poder de aquisição, não penso que, apenas ele, possa determinar o futuro de uma pessoa. Creio que os sonhos são de fato os principais movedores da vida.

Sempre me intriguei por que uns conseguem sair de uma condição precária de vida e outros não. Seria apenas questão de sorte? Não acredito nisso. Certamente existe uma lógica para tudo nesse universo grandioso, e claro que não poderia ser diferente quando o assunto somos nós, seres humanos. Essa reflexão tem se intensificado muito nos últimos anos e foi a partir dela que cheguei a conclusão que, é a capacidade de sonhar, somada com uma fé inabalável que diferencia os que conseguem (pode ser desde fé em si mesmo, no universo, ou em Deus, como é o meu caso).

Pensando nisso, comecei a me fazer o seguinte questionamento: Se os sonhos são os movedores da vida, então por que não estimular adolescentes carentes a sonhar? A partir daí, me desafie a fazer algo em prol dessa causa. A ideia inicial era usar o conhecimento que tenho para tentar influenciar positivamente jovens que vivem em zonas de risco. Foi aí que o projeto social Sonhar e Viver nasceu em meu coração.

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A vida sofrida, o preconceito social e uma realidade, em grande parte dos casos, de disfunção familiar, fazem esses jovens perder a fé em si mesmos. Por isso, estruturei um curso focado nos adolescentes, idade complicada onde normalmente estamos mais propensos a nos perdermos de nós mesmos. Como eu já tinha a premissa de começar com algo que eu fosse boa, e entendi que um conteúdo apenas focado em sonhos dificilmente despertaria interesse nessa faixa etária, estou criando o curso “Analista de mídias sociais”.

A minha visão de empreendedora logo me fez associar a uma necessidade real do mercado de comunicação digital da capital federal. Existe uma forte demanda para o perfil profissional de analista de mídias sociais em Brasília, não temos pessoas qualificadas e a todo momento sofremos para contratar.

O objetivo é focar em cursos técnicos para mostrar a esses jovens que eles podem mais, podem mudar a história das suas famílias, e até mesmo, ir além dos sonhos que seus dedicados pais imaginaram. Conversei com o pastor Murilo Augusto da minha igreja – para quem não sabe sou cristã da Igreja Batista Koinonia de Águas Claras – ele logo me falou que posso começar ministrando esse curso na Associação da Igreja no Areal, região desfavorecida de Águas Claras/DF.

Pois bem, já criei um curso de 3 meses com a carga horária de 36h. Porém, não quero apenas ensinar e deixá-los aí. Gostaria de reconhecer aqueles que se destacassem disponibilizando bolsas de menor aprendiz em empresas, assim eles teriam uma inserção no mercado de trabalho e poderiam praticar todo o conhecimento adquirido. Além disso, quero muito que eles enxerguem um potencial real no curso, por isso desejo que alguma escola técnica do mercado possa me ajudar a realizar um curso com uma certificação que agregasse mais valor na participação em processos seletivos. Por exemplo, se ao invés de um certificado da associação da igreja eles tivessem um certificado do SENAC, seria genial.

Como sonhar pequeno não é o meu forte, gostaria de dar todo o material do curso e uma pequena ajuda de custo para auxiliá-los nesses 3 meses de curso. Sei que a vida deles é complicada, então não é tão simples assim disponibilizar 3 ou 4 horas por semana para aprender algo além do que já precisam fazer na escola.

Compartilho essa ideia com vocês por confiar na capacidade de realização dessa linda rede de contatos que construí em minha curta vida. Afinal, “quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor” Johann Goethe

O que preciso?

– Empresas que possam disponibilizar bolsas

– Instituição educacional que possa certificar o curso

– Gráfica que imprima o material do curso

– Financiamento privado de ao menos R$50 por aluno ano mês

Previsão da primeira turma: 1º semestre de 2015

Turmas: até 20 alunos

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Moderador, Community Manager e Analista de Mídias Sociais: Juntos, mas não misturados.

Tenho investigado muito sobre as funções de um profissional de comunicação nas mídias sociais e, apesar de não existir grandes referências bibliográficas sobre esse tema, percebo que até mesmo na prática ocorre uma certa confusão entre os envolvidos nesse dilema para chegar a um consenso e dar “nomes aos bois”, se assim podemos dizer.

Seguramente parte da incerteza sobre funções, formação, habilidades e até mesmo com o título profissional propriamente dito, parte do fato que essa é uma área muito nova e que ainda não terminamos de entender todas as suas possibilidades. Por isso, existem pessoas que se auto-intitulam analista de mídias sociais, mas que não sabem explicar exatamente o que isso significa.

Talvez outro agravante para essa incerteza decorre da amplitude do marketing nas mídias sociais, que engloba publicidade, venda, atendimento ao cliente, fidelização, comunicação corporativa, desenvolvimento de produtos, pesquisa de mercado, etc. Por isso, vou tentar esclarecer humildemente o que tenho entendido por moderador, community manager e analista de mídias sociais, após uma conversa com minha amiga Alba Calvillo que investiga ativamente esse assunto.

· Moderador – Tem como principal tarefa zelar pela qualidade do conteúdo gerado pelos usuários, comprovando se cumprem as regras de conduta de uma comunidade ou canal de comunicação, para evitar que haja problemas de convivência entre seus membros. Pode também servir de dinamizador que seria um membro mais que estimula os debates, participa ativamente, ajudando que a comunidade se mantenha viva.

· Community Manager – É o profissional responsável por sustentar, acrescentar e, de certa forma, defender a relação da empresa com seus clientes no âmbito digital. Portanto, deve entender que estratégias tem que seguir para construir relações em torno da marca e manter interações pessoais com os membros da comunidade da marca que representa. Suas ações estão baseadas nos planos de comunicação clássicos. Analisa os stakeholders, objetivos, estratégias, mensagens, canal dentro da internet e ações que irão desenvolver.

· Analista de Mídias Sociais – A principal diferença com o Community Manager é o conceito de comunidade. Ou seja, podem utilizar esses canais para propor estratégias de marketing (desde promoções a campanhas), mas não buscam necessariamente criar ou manter uma comunidade em torno de uma marca. Seu ponto de vista é mais corporativo e menos usuário.

Esse é um tema bastante interessante, e pretendo seguir abordando em futuros posts detalhando mais os requisitos técnicos de cada um, habilidades pessoais, formação profissional, etc. Como são conceitos bastantes novos deixo aberto a discussões. Vocês sempre podem concordar, discordar ou completar as informações que tenho postado. Sintam-se a vontade.