Relatório de Monitoramento: 1º debate dos presidenciáveis na internet

No dia 18 de agosto, foi realizado 1º debate político na internet brasileira, transmitido ao vivo pela Folha/Uol. Participaram os três candidatos à presidência que possuem no mínimo 10% de intenção de votos, de acordo com pesquisas do Datafolha: Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).

Segundo dados do UOL, o debate foi acessado em 170 países, foi transmitido simultaneamente  em mais  de 80 sites e contou com aplicativos para dispositivos móveis. Dois dias após o debate, já ultrapassava 1,7 milhão de acessos – número que só tende a crescer, visto que os vídeos continuam disponíveis na internet.

Esses dados comprovam a importância desse debate para o fortalecimento da democracia digital em nosso país. Por isso, resolvemos na PaperCliQ realizar um monitoramento para comprovar o Buzz existente sobre o debate. Pensamos que poderíamos ir além do Twitter e expandir a análise para um ambiente interacional mais complexo, como é o caso dos blogs.

Porque monitorar Blogs?

O Brasil possui aproximadamente 70 milhões de internautas (IAB Brasil). Dos que acessam a internet em suas residências, 51% têm o costume de ler blogs (IBOPE/NetRatings), e 15% dos moradores de áreas urbanas fazem/atualizam blogs ou fotoblogs (CETIC.br). São pessoas comuns que publicam conteúdo diversificado todos os dias, expressando suas opiniões e ideias para quem quiser lê-las.

O fato de já termos o resultado do 1º turno das eleições 2010 não minimiza a importância de mensurar ações estratégicas pontuais e que, inclusive, gerou um grande diálogo transmidiático (textos veiculados em jornais e revistas foram bastante reproduzidos por cidadãos comuns dentro da rede).

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Estratégias para o Marketing Viral

Para continuar a idéia lançada no post “O Buzz do Marketing Viral”, é necessário expor as estratégias usadas atualmente para estimular a viralidade, que podem ser especialmente interessantes quando as empresas utilizam as diversas ferramentas disponíveis na Web Social. Dentre as estratégias mais utilizadas se destacam:

1 – Passe adiante: Mensagem que anima o usuário a passar a outros. A forma mais simples que pode exemplificar essa tática são as correntes que incluem um pedido para o usuário reenviar a mensagem. Outra forma muito utilizada é incitar a recomendação de um produto, como é o caso das redes sociais que precisam de convite para se tornar membro. (Tuenti, Orkut no início, Spotify)

2 – Viral incentivado: É oferecida uma recompensa por reenviar a mensagem ou por fornecer o contato do e-mail de alguém. Essa tática é mais efetiva quando se requere que um terceiro usuário realize alguma ação. Muitos concursos online oferecem mais possibilidade do participante ganhar dependendo do número de contatos que ele indicar.

3 – Marketing Encoberto: A campanha não é imediatamente identificada, normalmente é apresentada como uma página,  notícia atrativa ou inusitada, mas sem fazer referência clara a nenhuma marca. É uma forma de product placement. A empresa que realiza essa ação de marketing realiza um esforço para que o usuário sinta que fez uma descoberta espontânea ao associação a peça com alguma marca, com a intenção de promover o comportamento de reenvio da informação de forma natural.

4 – Marketing do rumor ou polêmica: Tática que consiste na propagação de anúncios, noticias, ou mensagens que ultrapassam os limites apropriados ou do bom senso. Se busca criar discussões e polêmica que atue como geradora de publicidade ao expandir o rumor boca a boca.

5 –  Base de dados administrada pelos usuários: Utilizam aqueles serviços online que tornam possível os usuários criar listas próprias de contatos, usando uma base de dados oferecida pelo servidor da empresa em questão. Ao convidar outros membros para participar de uma comunidade, os usuários estão criando uma rede de contatos viral e auto-reprodução que crescerá de forma natural. Por exemplo, o Gmail que permite exportar a lista de contato do outlook para a base de dados online do próprio e-mail, a qual será administrada pelo usuário facilitando o envio de informação a seus contatos, aumentando o número de usuários de forma viral.

Todas essas estratégias podem ser consideradas válidas para estimular a viralidade. Não se esqueçam que não existe um método para constituir uma campanha viral desde sua criação, esse é um atributo que é dado a ela pelos usuários. Sendo assim, fujam de agências que  prometem criar um viral, os esforços são idôneos, mas a promessa é falsa. Não existe um método que garanta que o Buzz será gerado.

O Buzz do Marketing Viral

O marketing viral é uma estratégia de marketing que, mediante processos de auto-reprodução viral, que tem uma certa similaridade com o processo de propagação de um vírus informático, explorando as relações que se estabelecem em redes sociais já existentes para produzir um aumento exponencial na difusão de uma mensagem. (Silveira, 2008). Desse modo, as campanhas de Marketing Viral costumam ter cobertura da mídia mediante a difusão de histórias insinuantes, com o apoio da idéia de que os usuários distribuirão conteúdos divertidos e interessantes.

Não podemos esquecer do papel dos denominados “centros de redes”, ou seja, usuários que se comunicam mais que uma pessoa normal para comentar um produto. São os tradicionalmente conhecidos como lideres de opinião. Esses centros de redes criam vínculos entre seu sistema local e o mundo exterior, até que a mensagem atinja, em um curto espaço de tempo, um grande número de pessoas.

Também se utiliza o termo Buzz Marketing como equivalente ao Marketing Viral, devido ao fato que buzz é uma palavra inglesa que significa zumbido, e para que uma mensagem se propague rapidamente de “boca a boca” é necessário criar um buzz de que todo mundo fale.

Funciona ao modo de uma recomendação e graças a ela é possível aderir a nossa cartela de clientes um cliente mais. Sendo assim, uma recomendação de um produto feita de amigo a amigo implica confiança e credibilidade já que acima de acreditar no produto e seus benefícios, o consumidor potencial apoiará a compra na confiança depositada na pessoa que indicou.

O Buzz envolve os seus destinatários, seduz, evolui nas mãos dos usuários, que a partir da recomendação, persuade outros consumidores.

“Una campanha de marketing não pode ser chamada de viral antes de ser lançada. “Viral” é um adjetivo que uma campanha ganha quando os usuários se apropriam dela, participam, comentam, e distribuem. O valor cresce com o uso, se reforçando quando se multiplica.” (Aguado, 2009)

Está técnica está mais baseada na criatividade  do que no investimento de grande quantias de dinheiro, a tecnologia e a internet supõe um meio ideal para por em prática esse conceito de marketing.

Leia mais no post: Estratégias para o Marketing Viral